Cefaleia tensional também requer cuidados médicos

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Pesquisa recente da Sociedade Brasileira e Internacional de Cefaleia revela que é cada vez maior o número de pessoas que sofre com dores de cabeça. Entre dor de cabeça ocasional, do tipo tensional, enxaqueca e enxaqueca crônica, é a cefaleia tensional a que tem se tornado mais comum nos dias de hoje. E não é para menos. Problemas corriqueiros da vida moderna, como alterações emocionais, estresse, tensão, ansiedade e depressão (que levam à contração exagerada, anormal e mantida de grupos musculares dos ombros, pescoço, couro cabeludo e até face), são encontrados com frequência nos pacientes que procuram o médico devido ao agravamento da dor.

A cefaleia tensional afeta até 80% das pessoas ao longo da vida. É caracterizada pelos pacientes como ‘um sintoma normal ou comum’, levando à automedicação e, consequentemente, a não procura de assistência médica. No entanto, a cefaleia do tipo tensional pode ser incapacitante e durar várias horas.

“Normalmente, o estresse é o fator desencadeante ou agravante desse tipo de cefaleia. E por isso a grande maioria da população, talvez todos, tem potencial para desenvolver a cefaleia do tipo tensional se expostos a fatores desencadeantes. O grande problema é que, por não ser tão intensa, faz com que as pessoas, mesmo na forma crônica, não procurem assistência médica”, explica o neurocirurgião Dr. Paulo Porto de Melo (CRM 94.048), médico formado pela UNIFESP e Colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint Louis (Missouri- EUA).

Além das alterações emocionais, outros fatores também podem desencadear a cefaleia tensional, tais como: álcool, cafeína (em excesso ou abstinência), gripe e resfriado, problemas odontológicos como contração da mandíbula ou bruxismo, fadiga visual, fumo em excesso, fadiga, congestão nasal, esforço excessivo e sinusite.

Como reconhecer a dor de cabeça do tipo tensional? 

Uma crise de cefaleia tensional pode durar de 30 minutos até vários dias, sendo contínua em casos severos, mas com intensidade média ou moderada. Em geral, quem sofre com a crise a descreve como uma sensação de aperto, pressão, ou peso envolvendo a cabeça, assim como uma faixa ou capacete. A localização é bilateral, sendo a região occipital (osso membranoso em forma de disco situado na parte traseira e inferior do crânio) predominante.

“Na maioria dos casos, como as crises não são tão graves, esse tipo de dor de cabeça não impede as atividades rotineiras diárias. E ela até melhora com atividade física ou relaxamento e, normalmente, não há sintomas associados, ao contrário da enxaqueca, como náusea, sensibilidade a odores e vômito”, diz o neurocirurgião.

Os tratamentos podem ser a base de medicamentos, com analgésicos comuns e os antiinflamatórios não hormonais, ou até mesmo sem o uso de remédios, porém, todos têm a mesma faixa de resposta: cerca de 50% de diminuição em 50% das pessoas, e as dores de cabeça fortes reduzem sua intensidade.

Novas opções, como a aplicação da toxina botulínica, também podem ser utilizadas, mas em alguns casos selecionados. “É preciso ter cautela. Alguns estudos têm mostrado que os sintomas de crises menos frequentes ou de cefaleia tensional não parecem ser aliviados com a aplicação da toxina botulínica. Mas também é importante não subestimar a dor. Aos primeiros sintomas, o ideal é sempre procurar o médico. É ele quem vai indicar o tratamento mais adequado”, adverte Melo.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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