Os principais erros cometidos na esteira

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Seja na academia ou em casa, perder alguns quilinhos, ganhar músculos e melhorar o condicionamento físico ficou mais fácil com o uso da esteira. Faça chuva ou faça sol, a esteira é um equipamento prático, que pode ser usado todos os dias, ou seja, sem desculpas para não correr.

“Algumas esteiras têm uma inclinação que chega até 15 graus e sua velocidade pode variar de 8 km até 16 km, sendo ideal para fazer uma simples caminhada ou corrida. Além disso, o equipamento possui amortecedores para não lesionar joelhos e coluna, por isso, ela é muito benéfica para quem deseja praticar atividade física saudável, sem se machucar”, explica o fisiologista e personal trainer Dr. Paulo Gelatti.

Os exercícios realizados na esteira podem apresentar resultados bem diferentes, bastam algumas pequenas alterações na maneira de realizá-los. “O uso correto dos recursos de velocidade e inclinação permite queimar gordura, ganhar músculos e aperfeiçoar o condicionamento físico”, afirma.

Correr na rua ou na esteira?

Os dois modos de correr podem ser úteis durante os treinamentos, embora tenham finalidades diferentes. “A esteira costuma ser indicada para iniciantes, pessoas que estão acima do peso ou fazendo tratamento de lesão. Já o treinamento na rua, por sua vez, é aconselhado quando o objetivo é melhorar o desempenho e se acostumar com o tipo de piso para as provas”, revela Gelatti.

Apesar de ser simples e prático, correr na rua possibilita uma dinâmica maior da que o corredor encontra na esteira, que tende a ser um tipo de atividade mais monótona. Porém, a esteira tem suas vantagens, como o amortecimento de impacto, menor chance de acidente, maior comodidade e, caso a atividade seja feita dentro de uma academia, acompanhamento por parte dos treinadores. “A esteira é uma solução para quem não tem tempo de correr na rua, assim como para quem sofre de problemas relacionados a lesões”, indica o personal trainer.

Os vilões da esteira

Para que todos os benefícios da esteira façam efeito é preciso ficar atento à respiração e postura, além de tomar cuidado com outros deslizes que muitos cometem na hora de correr. O Dr. Paulo aponta quais são esses erros e ensina como driblá-los:

Correr com as pontas dos pés: Muitas pessoas tem o hábito de correr na esteira com as pontas dos pés, o que está errado, segundo o especialista. “O ideal é que o calcanhar seja a primeira parte do pé a tocar a esteira, isso gera um movimento cíclico e melhora o desempenho, diminuindo o impacto com o chão”, conta.

Aumentar o ritmo e a respiração: A respiração não deve estar na mesma intensidade do seu ritmo. Ela deve ser mais tranquila e pode ser feita pela boca ou pelo nariz. “O segredo é controlar a respiração para garantir mais fôlego no fim do exercício e evitar o desgaste”, aconselha o fisiologista.

Correr segurando na barra: Esse é um hábito que pode ser notado muito em academias. Correr com as mãos na barra pode machucar os punhos e segurar o impacto do corpo, além de não treinar o equilíbrio e não exigir a coordenação motora. “Além de aumentar seu risco de cair, faz você se cansar mais do que deveria”, diz Gelatti. Na hora de correr na esteira é importante que os braços mantenham um ângulo de 75 a 90 graus, para evitar o inchaço das mãos.

Aumentar a velocidade e dar passos muito largos durante o treino: Quando você pula ao invés de correr, diminui o trajeto e, como consequência, há aumento no impacto sobre as articulações, favorecendo as chances de ocorrer uma lesão nos joelhos e nos calcanhares.

Correr com a postura inclinada para frente: Essa postura inclinada para frente pode ser adotada quando você sobe uma ladeira. Na descida e no piso plano, porém, essa postura é inadequada, porque sobrecarrega a coluna e causa dores nas costas.

Fazer exercícios físicos na esteira sem beber água: Seja na rua ou na esteira é preciso beber água para que não ocorra uma desidratação. “Manter o corpo hidratado com água durante intervalos de 15 minutos ajuda no rendimento do exercício, mas desde que a quantidade de água seja moderada”, sugere o especialista.

Abdômen relaxado: No começo pode ser difícil deixar o abdômen contraído, porém, não desista. Com um mês de treino, você vai transformar a contração num movimento automático. “É importante deixar o abdômen contraído durante todo o exercício para proteger a coluna de sobrecarga”, recomenda.

Respeite o limite do seu corpo: O ideal é aproveitar os benefícios que o aparelho oferece para a saúde, entretanto, para isso, é preciso respeitar os limites do corpo para evitar futuras lesões. “Cada pessoa tem um ritmo e é preciso respeitá-lo. Não adianta ultrapassar seus limites para conseguir um resultado mais rápido. Procure ajuda de um profissional para orientá-lo a como usar a esteira da maneira correta”, conclui Gelatti.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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