Toxina botulínica melhora a qualidade de vida das vítimas de derrame

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A toxina botulínica é famosa quando o assunto é suavizar as rugas e marcas de expressão. No entanto, poucas pessoas sabem que a substância vem sendo usada com eficiência para tratar algumas sequelas do AVC (Acidente Vascular Cerebral). Após sofrer um derrame pode ocorrer, além de fraqueza em algum membro, a instalação de uma rigidez involuntária (chamada de espasticidade).  E é justamente para aliviar esse sintoma que a toxina é utilizada. Em dose apropriada e locais selecionados ele ajuda a relaxar a musculatura, facilitando os movimentos, a fisioterapia, e mesmo a higiene do paciente.

Segundo o neurologista Leandro Teles (CRM-124.984), o tratamento de reabilitação do paciente após um AVC deve ser personalizado e utilizar todos os recursos em prol da melhoria da funcionalidade e da qualidade de vida. “Se existir espasticidade intensa, limitante e localizada, a toxina botulínica deve sim ser discutida. É uma opção segura e eficiente para casos selecionados”, diz.

Além do tratamento da espasticidade, o paciente pode necessitar de trabalho fisioterápico, fonoterapia e psicoterapia. “Cada paciente precisa de um tratamento voltado para sua recuperação global e para evitar novos AVC’s, por isso, uma equipe muldisciplinar deve ser instituída com um foco comum: devolver ao máximo a qualidade de vida a vitima de um AVC”, pondera o especialista.

Substância não cura, mas ajuda a devolver na recuperação

O tratamento com a toxina botulínica tipo A consiste na aplicação de uma injeção a cada quatro a seis meses, diretamente no músculo rígido. A dosagem deve ser prescrita de acordo com as necessidades do paciente. “A toxina visa relaxar a musculatura e facilitar o movimento. Geralmente, é usada após alguns meses do AVC, pois a espasticidade não é imediata. A dose deve ser cuidadosamente escolhida, pois o exagero pode causar muita fraqueza muscular”, alerta Teles.

O neurologista ainda explica que intervenções de medicamentos como os relaxantes musculares orais e o uso de órteses (aparelhos que servem para alinhar ou regular determinadas partes do corpo) também promovem benefícios importantes. E finaliza: “Uma a cada seis pessoas no mundo terá um AVC. Devemos concentrar os esforços em três níveis de atendimento: a prevenção (o mais importante), o atendimento inicial (o mais deficitário hoje no Brasil) e a reabilitação (o ramo que mais avança em termos de tecnologia e novos procedimentos)”.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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