Os 5 mandamentos da pele acneica no inverno

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O frio piora a acne? Quem tem pele acneica está proibido de usar hidratantes? Essas são algumas das dúvidas de vários adolescentes quando chega o inverno. Segundo o dermatologista Anderson Bertolini (CRM-107976), a resposta é negativa em ambos os casos. De acordo com o médico, o frio não tem nada a ver com o surgimento da acne, mas como a pele oleosa pode ressecar nesta época do ano, é preciso ter atenção, já que a baixa produção de suor causa a concentração de sebo nos poros, facilitando seu entupimento e agravando o problema.

Para quem sofre com a doença, no inverno, o vento gelado também castiga a pele, deixando-a mais sensível. “A incidência não aumenta no frio. O que acontece nessa época é que há a tendência de piora da acne nas pessoas que já têm a doença ou a herança genética. É fundamental intensificar os cuidados com a pele para não haver agravamento. Os hidratantes, por exemplo, devem ser escolhidos com cuidado”, diz o dermatologista.

Acne é o nome de uma dermatose, popularmente reconhecida pelo aparecimento dos chamados ‘cravos’ e ‘espinhas’ na face, nas costas ou no peito. Trata-se de uma doença de pele, que afeta o folículo pilossebáceo, formado por uma glândula sebácea e por um canal no qual se forma o pelo. A doença aparece quando este folículo é obstruído ao mesmo tempo em que a glândula sebácea produz oleosidade em excesso.

Acne não é bicho de sete cabeças

Bertolini explica que a acne é uma doença que precisa ser tratada independentemente da idade da pessoa, e que espremer e cutucar espinhas deve ser evitado, assim como o uso de produtos caseiros ou desconhecidos. Não se deve também acreditar em soluções milagrosas, pois elas só pioram o quadro.

Conforme o grau e a intensidade da acne, o tratamento se dá por via oral ou local, dependendo de uma avaliação criteriosa do dermatologista. “A acne não é um bicho de sete cabeças e, quando tratada a tempo, não evolui para cicatrizes. É importante lembrar que o adolescente já passa por várias mudanças, tem uma autocrítica exacerbada e uma pele inflamada e marcada só pode prejudicá-lo do ponto de vista psicológico e social”, conta.

A seguir, o dermatologista indica os cinco cuidados essenciais para a pele acneica:

1 – Limpar: É importante lavar o rosto três vezes ao dia com um sabonete neutro, ou seja, que tenha o pH próximo ao pH da pele (que gira em torno de 5.4 e 5.6). As loções de limpeza devem ser evitadas, pois geralmente são oleosas. As melhores são as soluções aquosas, que não contêm óleo. Usar adstringentes para diminuir a oleosidade e produtos anti-acneicos, que diminuem a produção do sebo e controlam a flora bacteriana da pele. Os mais prescritos são os retinoides, os alfa-hidroxiácidos, o peróxido de benzoíla e os antibióticos.

2 – Hidratar: Peles oleosas e acneicas também precisam de hidratação, pois a produção excessiva de sebo não impede a perda de água. No inverno, a diminuição da produção de suor, que auxilia na hidratação da pele, contribui para seu ressecamento, além das baixas temperaturas, vento e a água quente do banho (fatores comuns nesta época do ano). Os hidratantes devem ter fórmula não-comedogênica e do tipo oil-free, ou seja, com quantidade mínima ou nenhuma de óleos. Podem ser produtos em forma de gel, gel-creme ou compostos de água e derivados do silicone. Também é recomendável que sejam hipoalergênicos e não perfumados, já que as essências podem piorar a acne.

3 – Proteger: A pele acneica deve ser sempre protegida do sol, pois além de prevenir o câncer da pele e o fotoenvelhecimento, evita que haja uma hiperpigmentação pós-inflamatória no local das lesões. O filtro solar para a pele com acne deve ter FPS 15, no mínimo, e ser do tipo oil-free. Cremes e produtos oleosos devem ser evitados.

4 – Tratar: Qualquer indicação de tratamento para acne depende da sua gravidade, mas há alguns casos específicos de tratamento, como uso de isotretinoína ou realização de peeling, para os quais o inverno é a estação mais adequada.

5 – Derrubar mitos: Os mitos mais conhecidos envolvendo a acne referem-se à alimentação e à exposição solar. Nenhum estudo realizado mostrou relação entre alimentação e comportamento da acne, portanto, restringir o consumo de açúcar e gordura, por exemplo, não faz parte do tratamento. No caso do sol, apesar de haver um disfarce da acne quando a pele fica levemente avermelhada ou bronzeada, nos dias seguintes o problema piora, pois há aumento da produção de sebo e da espessura epidérmica, o que contribui para obstruir os poros.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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