Ler os rótulos dos alimentos ajuda a ter uma dieta mais saudável

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Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde apontou que 70% das pessoas lêem os rótulos dos alimentos durante as compras, mas metade não compreende adequadamente os significados das informações. E se você está lutando contra a balança, entender e conhecer as propriedades dos alimentos que está consumindo é muito importante para não cair em tentação na hora de passar no supermercado.

Segundo o nutrólogo Dr. André Veinert, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tornou obrigatória a veiculação de um rótulo nutricional nas embalagens dos produtos. “Hoje, todos os produtos disponibilizam informação nutricional que avisam sobre a contribuição dos nutrientes ingeridos. Porém, os consumidores devem ficar atentos às necessidades energéticas que variam de acordo com a idade, o peso, a altura, a atividade física e o sexo da pessoa”, explica Veinert.

Fazer uma escolha saudável e equilibrada não é fácil, principalmente quando existem valores diários a serem consumidos. De acordo com o especialista, uma criança deve ingerir aproximadamente entre 1.200 e 2.000 kcal por dia, um adolescente entre 2.200 e 3.000 kcal, uma mulher adulta entre 1.800 e 2.200 kcal e um homem adulto entre 2.200 e 2.700 kcal.

Para você não correr o risco de consumir nutrientes em excesso, conheça os principais pontos a serem avaliados nos rótulos:

Porção (em g ou ml): Trata-se da quantidade média recomendada para consumo e para manter uma alimentação saudável. “Vale ressaltar que a os valores nutricionais não correspondem ao alimento inteiro. Um pacote com 90g de salgadinho pode conter uma tabela nutricional relacionada a uma porção de 30g. Mas para descobrir o quanto você já consumiu, será preciso multiplicar os valores da tabela por três”, sugere.

Medida caseira: Indica a porção de um alimento segundo uma medida usada pelo consumidor, tais como: fatias, unidades, pote, xícaras, copos, colheres de sopa. Informar a medida caseira é obrigatório.

%VD: A sigla significa Valor Diário. Ela indica qual a quantidade de energia (calorias) e de nutrientes que o alimento apresenta em relação a uma dieta média de 2.000 kcal. “Se você ler o rótulo de uma sopa com 90% do VD de sódio significa que esse produto já fornece o total da quantidade recomendada desse nutriente para um dia”, revela o médico.

Valor energético: São as famosas calorias (kcal). Elas representam a energia que nosso corpo produz a partir do consumo daquela porção de alimento. “Você pode notar que os valores energéticos estão com outra unidade de medida, os quilojoules (kJ), Nesses casos, basta lembrar que 1 kcal corresponde a 4,2 kJ”, diz Veinert.

Carboidratos: Eles atuam como fonte de energia para o corpo. Por isso, é preciso consumir a quantidade adequada desse nutriente, daí a importância de ficar de olho no %VD dos alimentos. Os carboidratos são encontrados em pães, tubérculos, massas, farinhas e doces em geral, e sua necessidade diária é 300g.

Proteínas: Auxiliam a construir e conservar tecidos, órgãos e células. Sem exagero, as proteínas garantem a manutenção do organismo, além de proporcionar uma sensação de saciedade. “O ideal é consumir 75g de proteínas. Carnes, leite e leguminosas como feijão, soja, grão de bico, quinoa, contêm boas doses do nutriente”, afirma o nutrólogo.

Gorduras totais: Essas gorduras auxiliam no transporte de vitaminas A, D, E e K, mas o seu consumo deve ser moderado, pois o abuso das gorduras totais pode levar ao aumento de peso.

Gorduras saturadas: São aquelas encontradas em produtos de origem animal, como carnes, queijos, pele de frango, leite integral, requeijão e manteiga, entre outros. “A ingestão excessiva desse tipo de gordura aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Por isso, antes de consumir esses alimentos verifique as taxas de % VD”, esclarece.

Gorduras trans: Também chamadas de ácidos graxos trans, elas estão presentes principalmente em produtos industrializados como salgadinhos, bolachas, sorvetes e margarinas. “A gordura trans não faz bem a saúde e ainda pode aumentar as chances de ocorrer problemas no coração. O ideal é consumir no máximo 2g de gordura trans”, aconselha o Dr. André.

Fibra alimentar: As fibras garantem o bom funcionamento do organismo, o controle das taxas de glicemia e colesterol, além de aumentar o efeito de saciedade. São facilmente encontradas em frutas, hortaliças, feijões e alimentos integrais. É necessário consumir 25g de fibras por dia.

Sódio: O nutriente é importante para a regulação hídrica e o desempenho adequado do cérebro. Porém, quando o sódio é consumido em excesso ele pode causar retenção de líquidos e aumentar a pressão arterial. “Nem todo mundo sabe, mas o sódio está presente na maioria dos produtos industrializados. Para evitar problemas na saúde observe o %VD e procure manter distância do saleiro”.

Dessa forma, é possível ingerir alimentos saudáveis sem colocar a dieta e a saúde em risco. Prefira produtos cujos primeiros ingredientes da lista não sejam gorduras, óleos, sal, açúcar, sacarose, mel, melaço ou ainda outras formas de açúcar, e opte por aqueles que apresentarem alto %VD de fibras alimentares. Seguindo essas dicas é possível consumi-los sem culpa.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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