Vermelhidão e vasos finos no rosto podem ser desencadeados pelo frio

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Caracterizada por vermelhidão, lesões papulares, inchaço localizado ou placas vermelhas na face, a rosácea é tão comum quanto a caspa. Mais frequente no inverno e em mulheres brancas entre 30 a 40 anos, ela também pode ser confundida com a acne. Sim, ambas acometem a face, manifestam-se como espinhas, mas as semelhanças param por ai. A rosácea e a acne são dermatoses totalmente distintas.

A prevalência da rosácea pode chegar até 10% da população geral, são mais de 45 milhões de pessoas afetadas em todo o mundo. Não se sabe com precisão a sua causa, embora já se admita que seus motivos causadores estejam relacionados com fenômenos, psicogênicos, infecciosos, alimentares e climáticos. “No inverno há um grande aumento de pacientes com o problema. Devido às mudanças climáticas, há uma resposta vascular alterada, que é responsável por surtos eritematosos na face. Este ‘flush facial’ é inicialmente de curta duração e vai se prolongando com o passar do tempo”, explica o dermatologista Anderson Bertolini (CRM-107976).

Inicialmente a rosácea se manifesta como vermelhidão intermitente nas bochechas, no nariz ou na testa, ocorrendo quando a pessoa faz esforços, se expõe a frio ou calor intenso ou ingere alimentos fortes e bebidas alcoólicas. Com o tempo, a vermelhidão se torna persistente e podem aparecer vasos dilatados nesses locais. Muitas pessoas com rosácea desenvolvem também pequenas bolinhas vermelhas (pápulas) e bolinhas com pus (pústulas), imitando um quadro de acne. De acordo com Bertolini, em casos prolongados e graves os pacientes também podem desenvolver Rinofima, que é um aumento do volume do nariz com alteração da coloração. “Em alguns pacientes a rosácea pode afetar também os olhos, causando irritação e sensação de corpo estranho”.

A rosácea é mais frequente em mulheres entre 30 a 40 anos, sendo a pele branca a mais predisposta. Este tipo de pele é também mais propenso à vasodilatação e, por ter menos melanina, é mais desprotegida e sofre com mais frequência com o fotoenvelhecimento, com degeneração do colágeno e fibras elásticas.

Não há cura para a rosácea, porém, a dermatose pode ser controlada topicamente com a aplicação de fórmulas à base de substâncias como metronidazol, ácido azeláico, nicotinamida, e mais recentemente, tacrolimus e pimecrolimus, imunomoduladores, que bloqueiam a resposta inflamatória da pele. “Outra opção de tratamento é a luz intensa pulsada, com sessões mensais. Em casos mais graves, é possível até diminuir o intervalo entre as sessões para 15 dias. Em pacientes que não respondem à terapia tópica, são utilizados medicamentos via oral, neste caso, a proteção solar é recomendada”, diz o médico.

Fique sempre atento

A origem da rosácea ainda não é conhecida, mas vários fatores têm sido apontados, tais como:

– Predisposição constitucional

– Hipertensão

– Fatores psicogênicos

– Seborreia

– A presença de agentes infecciosos

Há também alguns agravantes da rosácea:

– Bebidas quentes

– Álcool

– Luz ultravioleta

– Vento

– Frio

– Medicamentos vasodilatadores

– Fatores emocionais

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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