Aos 30 anos, 30% dos homens já apresentam sinais de calvície

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Todo mundo perde diariamente entre 50 e 70 fios de cabelo, principalmente durante o sono, por causa da fricção no travesseiro e na hora de lavar e pentear. De acordo com os especialistas, essa perda é natural e muito comum. O problema é quando essa queda se acentua, ultrapassando mais de 200 fios, e o cabelo começa a ficar mais curto, fino, frágil e com perda de cor. É quando a calvície se instala e os novos fios deixam de compensar as perdas.

Ligada principalmente à genética, a calvície está relacionada a diversos fatores, como distúrbios hormonais e emocionais. As consequências são alterações no folículo piloso que, ao provocarem destruição da matriz capilar, resultam na alopecia permanente. Nos homens, essa perda precoce dos fios é chamada de alopecia androgenética (AAG) e, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, aos 30 anos de idade, 30% dos homens já a apresentam. Aos 50 anos, esse índice sobre para 50%.

Dar adeus à queda dos fios pode não ser tão fácil, mas é possível. O cirurgião plástico Dr. Milton Peruzzo (CRM-SP 47.076) diz que existem duas opções: tentar tratamentos clínicos ou partir para cirurgia. “Sem tratamento, a alopecia androgenética é progressiva e o uso de perucas, entrelaçamentos ou qualquer outro método de cobrir a calvície apresenta, além das desvantagens estéticas evidentes, o risco de desenvolvimento de micoses do couro cabeludo, mau cheiro, ajustes frequentes e várias outras complicações, como cicatrizes no couro cabeludo e arrancamento de fios que porventura ainda se tenha”, alerta o médico.

Tratamento clínico deve ser primeira opção

Antes de recorrer aos microtransplantes capilares é mais indicado optar por substâncias que, além de mais baratas, também são eficientes no combate à progressão da calvície.  A base do tratamento médico é a redução do DiHidroTestosterona (DHT) e a proteção dos receptores androgenéticos contra a sua ação. Normalmente os benefícios obtidos são na redução da velocidade de instalação da AAG e sempre após seis a oito meses de uso contínuo. Não existe um tratamento pontual, em curto prazo.

“O paciente precisa compreender que o tratamento deve ser contínuo entre os 16 e 50 anos de idade, pois é neste período em que este processo de miniaturização ocorre, sendo que as agressões entre 25 e 35 anos são as mais fortes”, alerta Peruzzo.

A medicação, no entanto, varia de paciente para paciente, das suas características clínicas e pessoais. Por isso, é importante sempre consultar um médico. É ele quem vai diagnosticar a causa da calvície e o tratamento mais indicado.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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