Orgasmos múltiplos: mito ou verdade?

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O orgasmo é um dilema que assombra muitas mulheres. Algumas afirmam que já experimentaram essa sensação durante uma relação sexual, porém, muitas não conseguem ‘chegar lá’, o que torna o orgasmo para elas um mito. Ele está associado a uma grande sensação de prazer e algumas mulheres são ‘premiadas’ com orgasmos múltiplos. Mas será que é possível ter vários ao mesmo tempo? Estudos dizem que é possível sim sentir diversas ondas do prazer de forma sucessiva. Mas vá com calma, pois o fenômeno é raro.

Segundo a ginecologista e obstetra Erica Mantelli (CRM 124.315) a mulher nota que está tendo um orgasmo múltiplo durante uma relação sexual quando ela continua recebendo estímulos depois de um primeiro orgasmo, sem intervalos entre um e outro. Toda mulher sexualmente saudável pode tê-los. Algumas conseguem ter orgasmo com mais facilidade por conta de condições físicas ou psicológicas, porém, outras sentem uma dificuldade maior em sentir prazer. “A sensibilidade de cada mulher é que vai determinar se ela atingirá o orgasmo ou não. As mais tranquilas e seguras têm mais chances, assim como aquelas que conhecem o próprio corpo”, afirma Erica.

A dificuldade de chegar ao orgasmo está no segundo lugar da lista de problemas que levam as mulheres a procurar ajuda por questões ligadas à sexualidade. A especialista explica que fatores fisiológicos e psicológicos podem interferir, além disso, as causas orgânicas também podem ser as responsáveis por 20% a 40% das disfunções sexuais femininas. “Período menstrual, inflamações da vagina e colo de útero, corrimentos vaginais, tabagismo, álcool, uso de antidepressivos, alguns anticoncepcionais, doenças vasculares, diabetes, endometriose, miomas e a menopausa podem ser considerados empecilhos para a mulher ter orgasmo”, diz.

Diga sim a essa sensação

Geralmente o orgasmo tem duração de seis a 10 segundos, e em alguns casos pode chegar aos 20. “Na hora do orgasmo, a mulher sente contrações involuntárias e rítmicas na musculatura vaginal, sendo forte ou suave, o que ajuda a aumentar a sensação de clímax. Há aumento da frequência cardíaca, o rosto fica mais rosado e as mamas ficam mais sensíveis e o corpo relaxado”, esclarece a ginecologista.

Há diferentes maneiras de se chegar ao orgasmo, mas a sensação é a mesma. “A estimulação pelo clitóris é mais fácil para a mulher, já que é um ponto específico, externo, e de fácil acesso. Já o orgasmo com penetração é mais difícil de alcançar, já que o estímulo ocorre no interior da vagina”.

Mas se a mulher conseguiu atingir o seu primeiro orgasmo, ela está pronta para receber vários estímulos na hora da relação. “Quando a mulher tem um orgasmo e continua sendo estimulada pelo parceiro, é mais fácil ter orgasmos múltiplos, já que o corpo está bem excitado e aquecido. Além disso, a mulher também precisa estar disposta para responder aos estímulos”, sugere Erica.

A masturbação também é outro caminho que pode ajudar as mulheres a ter o tão sonhado orgasmo múltiplo. “Ela ajuda você a conhecer seu corpo e descobrir os movimentos e a intensidade com que mais gosta de sentir prazer”.

Vale ressaltar que não há necessidade de ter orgasmos múltiplos em toda relação e também que ele não é mais prazeroso do que um único orgasmo. “A mulher precisa se preocupar em ter prazer e se sentir satisfeita após a relação sexual. O número de orgasmos não deve ser preocupação e nem ser encarado como obrigação em todas as relações”, recomenda.

Lembre-se que uma vida sexual saudável não depende necessariamente da quantidade de orgasmo, mas sim da maneira que a mulher deve sentir prazer, pois ter um orgasmo apenas, por exemplo, pode ser mais intenso que vários em sequência. O importante é que ela se sinta satisfeita com a relação. Se conseguiu ter vários, ótimo, caso contrário, não há motivos para se sentir inferior.

A relação sexual é muito mais prazerosa quando há cumplicidade do casal, em que um tenta satisfazer o outro, mas mantendo seus desejos e fantasias individuais também. O orgasmo não é obrigatório em toda a relação sexual, porém, sua ausência deve ser investigada, pois pode não apenas se tratar de alguma desordem orgânica e significar uma disfunção sexual que precisa ser avaliada e tratada pelo médico o quanto antes.

O  ginecologista tem um papel fundamental para conversar e esclarecer as dúvidas sobre questões sexuais. Mantenha sua consulta em dia e converse com seu médico de confiança. Deixe de lado o medo ou vergonha de falar sobre como está sua vida sexual, pois esse é o primeiro passo para uma vida sexual saudável e feliz.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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