Exercícios físicos ajudam a amenizar a fibromialgia

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Sentir dor em várias partes do corpo não é normal, principalmente se você não sofreu nenhuma lesão. O motivo pode ser a fibromialgia, uma síndrome comum em que uma pessoa sente dores por todo o corpo por longos períodos, com sensibilidade nas articulações, nos músculos, nos tendões e em outros tecidos moles. Calcula-se que no Brasil aproximadamente 3% da população sofra do problema. Embora atinja mais as mulheres entre 30 e 50 anos, a fibromialgia também pode ocorrer na infância e entre idosos.

Segundo o neurocirurgião Mauricio Mandel (CRM 116095), os sintomas podem se confundir com outras doenças, o que torna o diagnóstico da fibromialgia difícil e demorado. “Mesmo a dor sendo intensa, muitas pessoas acreditam que não passa de uma dor comum e que logo vai passar, mas não é bem isso o que acontece. Apesar de não ter cura, esse problema não é fatal e não causa danos às articulações, músculos ou órgãos internos, porem,  é bastante incômodo e deve ser tratado”, explica Mandel.

O paciente pode desconfiar que esteja com a síndrome ao sentir dores difusas nos músculos, tendões, ligamentos e articulações por mais de três meses. “Problemas ao dormir, fadiga, sensação de queimação, dificuldade de concentração, perda de memória, enxaquecas crônicas, náuseas, dores abdominais, formigamento e até problemas digestivos fazem parte do quadro de sintomas da fibromialgia”, afirma o neurocirurgião.

Mauricio faz um alerta para outro sintoma que pode facilitar o diagnóstico da síndrome, a hipersensibilidade ao toque. “O paciente com fibromialgia sente dor ao ser tocado ou acariciado. Além disso, esse quadro de hipersensibilidade pode piorar com o esforço físico, estresse emocional, infecções, sono ruim e exposição ao frio”, diz.

A causa da fibromialgia ainda é desconhecida e ainda não existe cura, porém, a síndrome não é progressiva e pode ser tratada. “A fibromialgia não deve ser considerada como uma doença, já que é uma condição clínica que exige acompanhamento médico e controle”, destaca Mandel.

Exercícios: o grande remédio para a síndrome

Não há dúvida de que a atividade física é vital no tratamento da fibromialgia. “O exercício tende a melhorar a disposição e o sono, ajuda a lidar com o estresse e, após algum tempo, exerce um efeito benéfico sobre a dor”, ressalta o especialista.

Muitos pacientes não gostam de praticar exercícios, mas precisam entender que isso pode ser como um remédio, sendo necessário para garantir o seu bem-estar. Por isso, é importante que a atividade seja iniciada de forma lenta e gradual. “O paciente pode iniciar com uma caminhada de cinco a 10 minutos e gradativamente aumentar esse tempo para 30 ou 45 minutos, três vezes por semana. Caso sinta dor ao praticar algum exercício, consulte seu médico para que ele indique os analgésicos corretos”, sugere.

Faça caminhadas, alongamentos, hidroginástica e até musculação. Opte por exercícios que relaxam os músculos e nada de desanimar. “Alguns pacientes respondem mais rápido, outros mais lentamente. Mas não se deve desanimar, pois a recompensa será muito valiosa, o que resultará em uma qualidade de vida melhor”, conclui o neurocirurgião.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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