Minha dor de cabeça pode ser aneurisma?

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Preocupação frequente entre quem sofre de dores de cabeça fortes e constantes, na maioria dos casos, o que pode ser a possibilidade de um aneurisma cerebral não passa de um caso de cefaleia crônica. A dor de cabeça pode ser, sim, um indício de aneurisma, mas quando apresenta um início súbito, rapidamente progressivo, diferente das dores de cabeça habituais. Porém, independente da dor de cabeça, ela não deve ser ignorada. É importante consultar um médico para identificar as causas e tipos de tratamento.

O aneurisma cerebral é uma doença silenciosa, que pode passar despercebida. Apesar de ser diagnosticado por meio de uma arteriografia cerebral, é preciso ficar alerta a dores de cabeça quando elas são constantes e surgem acompanhadas de visão dupla, dores no pescoço e nos olhos. O neurocirurgião Paulo Porto de Melo (CRM 94.048) explica que o aneurisma cerebral é um alargamento, uma dilatação anormal da parede da artéria.

“O aneurisma cerebral é descoberto normalmente quando ocorre uma ruptura de um vaso em qualquer ponto da cavidade craniana, que provoca um sangramento no cérebro, também chamado de hemorragia subaracnoide, ou quando há um hematoma cerebral, AVCH (acidente vascular cerebral hemorrágico), que pode ser grave, fatal e causar grandes sequelas”, explica Melo.

Quando o aneurisma é pequeno, de até três milímetros, o aneurisma pode ser assintomático e raramente causar problemas, mas deve ser acompanhado, pois pode aumentar progressivamente de tamanho. “Nesses casos, o paciente pode sentir forte cefaleia acima e atrás dos olhos, dilatação de uma pupila e alterações visuais”, diz o especialista.

Cérebro em risco

O Aneurisma cerebral é detectado geralmente nas idades de 35 a 60 anos de idade e as mulheres correm um risco maior de ter o problema. “Dependendo do tipo de aneurisma, a taxa de mortalidade pode ser alta. Cerca de 30% dos pacientes não chegam ao hospital a tempo, não sobrevivem até receber um primeiro atendimento, e outros 50% podem não resistir até após um mês da ocorrência do sangramento”, alerta o neurocirurgião.

A causa mais comum para o desenvolvimento do aneurisma cerebral é uma fraqueza na camada muscular dos vasos, sendo que outros fatores (tabagismo, colesterol alto, hipertensão arterial, diabetes) podem influenciar e aumentar o risco de ruptura. Diagnosticado o aneurisma, deve ser iniciado o tratamento de acordo com o tamanho e as condições clínicas do paciente.

Melo explica que, dependendo do aneurisma, pode ser feita uma cirurgia que consiste no fechamento da sua porção mais estreita por meio de um clipe metálico ou por via endovascular, que introduz molas com um cateter que se enrolam no interior do aneurisma e formam um coágulo que impede o sangramento. “Nem todos os aneurismas precisam ser tratados imediatamente. Quando muito pequenos, podem ser mantidos sob acompanhamento médico”, esclarece.

Previna-se enquanto pode

– Se você tem algum parente que sofreu de aneurisma, fique atento aos sinais de dores de cabeça agudas e procure um médico;

– Mantenha em níveis adequados a pressão arterial;

– Exerça controle efetivo sobre as taxas de colesterol e triglicérides;

– Não fume;

– Esteja atento: dor forte de cabeça, que surge repentinamente, como se você tivesse levado uma pancada, acompanhada de enjoos e vômitos, indica a necessidade urgente de atendimento médico-hospitalar.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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