Carboxiterapia: corpo moldado com gás carbônico medicinal

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Você já ouviu falar em gás carbônico medicinal? Pois é, ele existe e é capaz de fazer milagres em quem recorre ao tratamento de rejuvenescimento chamado ‘Carboxiterapia’. A técnica italiana injeta gás carbônico (CO2) na camada subcutânea e/ou intradérmica das áreas em que serão tratadas celulite, gordura localizada, estrias e flacidez. “Com isso temos uma reação química que melhora a oxigenação do tecido, estimula a produção de colágeno e atua também na diminuição da gordura localizada e celulite”, explica a fisioterapeuta Mariana Moraes.

Sem efeitos colaterais, o principal objetivo desse tratamento é realizar uma vasodilatação local, ou seja, fazer com que ocorra um aumento importante do fluxo de sangue, melhorando muito o aporte de oxigênio no local. Dessa forma, se consegue a melhora da microcirculação local (neovascularização); redução do edema; melhora da nutrição celular; eliminação de toxinas; aumento do metabolismo local; redução das áreas de fibrose; melhora a elasticidade e o tônus da pele, tornando-a mais lisa e regular; cicatrização de lesões ulceradas, cicatrizes edematosas pós-cirúrgica; melhora das lesões de psoríase; e redução de teleangectasias e/ou varizes de pequeno e médio porte.

Indicada principalmente para quem tem celulite, gordura localizada, estrias, flacidez facial e corporal, olheiras e rugas, a carboxiterapia não é um tratamento doloroso, há apenas um pequeno desconforto pela distensão dos tecidos moles (pele, tecido de gordura) pelo acúmulo do gás no local da aplicação. O desconforto desaparece em segundos  assim que o fluxo de gás aplicado cessa, porém, essa percepção pode variar de pessoa para pessoa.

A fisioterapeuta explica que o gás carbônico, após entrar em contato com o tecido, gera um aumento do fluxo sanguíneo na região, iniciando um processo natural de reparação da pele. Ocorre a liberação de fatores de crescimento na pele e aumento a produção de colágeno e elastina, substâncias responsáveis pela firmeza e elasticidade. O tratamento é seguro e rápido, realizado em consultório. “Inicialmente é realizada a limpeza dos tecidos onde será realizado o tratamento. A seguir, administramos o gás medicinal utilizando uma agulha muito fina (a mesma usada para a autoaplicação de insulina) acoplada em um delicado equipo onde há um filtro por onde passa o gás”, explica Mariana.

O método inclui cerca de 10 a 20 sessões, divididas em uma ou duas vezes na semana – tempo que o corpo precisa para metabolizar o gás, com duração de 15 a 50 minutos, conforme a região a ser trabalhada. É possível notar a pele mais saudável e firme logo após as primeiras sessões, mas ele precisa ser associado a uma alimentação livre de gorduras e à prática de exercícios físicos para chegar ao resultado final esperado.

“O resultado depende de fatores como o tipo de pele, biotipo do paciente e grau da alteração a ser tratada, mas, em alguns casos, como flacidez de pescoço e pálpebra, os resultados são percebidos já na primeira sessão. Mas o ideal é associar a carboxiterapia com outros procedimentos como Drenagem Linfática, Manthus, Cellutec ou Hertix, para acelerar o resultado do tratamento”, diz a especialista.

O tratamento é contraindicado nos casos de gestação; epilepsia; hipertensão arterial aguda; coagulopatias; doença grave dos pulmões ou coração (que comprometam a eliminação normal do gás); infecção no local da aplicação e anemia.

Recomendações pós-procedimento:

– A pele pode ficar com vermelhidão, que desaparece em pouco tempo.

– O médico poderá indicar a aplicação de alguns cremes faciais.

– O uso de filtro solar é fundamental para proteger a região tratada.

– Logo após a primeira sessão, é visível a melhora da aparência da pele.

– São necessárias algumas sessões para que se obtenham melhores resultados.

– A formação do novo colágeno leva em média de 6 a 8 semana

Origem da técnica

A administração de gás carbônico com fins terapêuticos iniciou-se na década de 1930, na França, na estação Thermal de Royal, onde começou a ser estudada na forma de banhos secos (balnearioterapia) ou com água carbonatada, empregada a pacientes com insuficiência vascular periférica. Após muitos anos, seu emprego evoluiu para o uso na medicina estética após estudos realizados principalmente na Itália.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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