Formigamento nos pés? Saiba mais sobre a neuropatia periférica

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Nosso sistema nervoso é composto basicamente pelo cérebro, a medula espinhal e uma extensa rede de nervos periféricos. Esses nervos trazem toda a sensibilidade para o cérebro e levam as ordens motores do cérebro para os músculos.  Quando a função do nervo está alterada surgem formigamentos, dores em choque, perda de sensibilidade e até fraqueza muscular, em alguns casos. Reconhecendo o problema no início, podemos estabelecer a causa da disfunção e evitar um dano irreversível.

Segundo o neurologista Leandro Teles, membro da Academia Brasileira de Neurologia, os nervos são estruturas bastante sensíveis e podem ser comprometidos por trauma, medicamentos, uso de álcool, doenças sistêmicas como a diabetes, o hipotireoidismo, além de doenças genéticas e infecciosos. “Um diagnóstico preciso exige uma investigação abrangente e precoce, a fim de evitar uma sequela neurológica”, diz Teles.

O problema pode ocorrer em qualquer idade, mas as causas mais comuns ocorrem acima dos 40 anos. Os sintomas são variáveis de acordo com a causa e a intensidade. “O mais típico é o aparecimento bilateral e simétrico de alteração sensitiva iniciando nos pés e subindo, como um formigamento ou perda de sensibilidade. No entanto, existem formas com atrofia e fraqueza, assimetria, ou mesmo começando nas mãos”, explica o especialista.

O quadro pode ser agudo, evoluindo em alguns dias, ou mais crônico, piorando em meses a anos. Muitas pessoas deixam passar os sintomas iniciais e só procuram ajuda quando apresentam dificuldade para andar, feridas no pé (que não tem mais sensibilidade) ou quando os membros superiores são acometidos. Nestes casos, a recuperação pode não ser mais a mesma. “A neuropatia periférica, que é como chamamos o conjunto de doenças dos nervos periféricos é geralmente a ponta de um Iceberg, vem sinalizar uma doença oculta, como a carência de vitamina B12, um problema de tireoide, a presença de um medicamento tóxico, uma diabetes mais avançada, um tumor oculto, etc. Vale muito à pena procurar o neurologista na fase ainda de formigamentos para tentar barrar o processo e auxiliar o corpo como um todo”, aconselha o médico.

Para investigar a causa geralmente é necessário exames de sangue e, eventualmente, um exame chamado eletroneuromiografia (este estuda a condução elétrica do nervo e visa identificar o tipo, a distribuição e a intensidade da lesão).

O tratamento é dividido em quatro medidas principais:

1 – Tratar a causa  (30% das vezes a causa pode permanecer obscura)

2 – Medicamentos para reduzir sintomas (formigamento, por exemplo)

3 – Reabilitação física especializada

4 – Cuidados com o membro afetado.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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