Incontinência urinária de esforço atinge 10% da população

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Basta um pequeno esforço físico como tossir, espirrar, carregar algo pesado ou até mesmo rir, para que a perda involuntária de urina apareça. O problema surge com o aumento da pressão intra-abdominal e atinge cerca de 10% da população, sendo a maioria mulheres. Embora não traga consequências graves à saúde, a incontinência urinária causa constrangimento e pode comprometer a autoestima e relacionamentos sociais.

Segundo a ginecologista e obstetra Dra. Erica Mantelli (CRM 124.315), a incontinência urinária de esforço é definida como perda involuntária de urina aos esforços. É considerado um problema médico quando a perda da urina é significativamente alta. “A eliminação da urina é controlada pelo sistema nervoso autônomo, que pode ser danificada quando ocorre uma fraqueza do esfíncter urinário, músculo responsável por controlar o fluxo urinário da bexiga”, explica Erica.

Essa alteração na urina pode ser causada por gravidez, parto, bexigas hiperativas que contraem independentemente da vontade do portador, procedimentos cirúrgicos ou alguma irradiação que lesou os nervos do esfíncter, doenças que comprimem a bexiga, obesidade ou tosse crônica.

Esse tipo de incontinência urinária é mais frequente durante a gravidez ou na menopausa. “O primeiro sinal desse problema é quando ocorre a perda de urina assim que pessoa dá muita risada, começa tossir, espirrar ou faz algum exercício acompanhado de um movimento brusco. A quantidade poderá ser pequena, mas na maioria das vezes pode ser significativa”, afirma a especialista.

Para entender melhor sobre a incontinência urinária de esforço é preciso saber como funciona a bexiga e a uretra.  A urina é retida na bexiga e eliminada através da uretra. A bexiga é capaz de armazenar aproximadamente 200 a 300 ml de urina e, quando ultrapassa esse número, o estiramento da parede da bexiga envia sinais ao cérebro para causar a sensação de que precisa urinar. No momento de esvaziar a bexiga, o músculo da parede (detrusor) se contrai para forçar a urina para fora. Antes da contração desse músculo, o corpo deve ter a capacidade de relaxar o esfíncter para permitir que a urina seja expelida.

Como controlar a vontade de fazer ‘xixi’?

Antes de sair de casa você vai várias vezes ao banheiro? Procura saber onde fica todos os banheiros no shopping, restaurantes ou bares? Evita espirrar, tossir e até dar risada porque não tem certeza de que vai continuar seca? Esses problemas enfrentados por quem tem incontinência urinária de esforço podem ser solucionados com tratamentos e a mudança do estilo de vida. “O tratamento da incontinência urinária de esforço é basicamente cirúrgico, porém, alguns exercícios podem ajudar a reforçar a musculatura do assoalho pélvico”, acrescenta.

O assoalho pélvico é um conjunto de músculos que fica na parte de baixo da pélvis e sustentam os órgãos internos inferiores, como a bexiga e o útero, além de controlar os músculos do esfíncter, que são os responsáveis pelo controle da uretra e do reto. “Alguns exercícios podem fortalecer o conjunto de músculos e, consequentemente, ajudar a controlar a urina, principalmente em casos de incontinência de esforço”, revela a ginecologista.

Além dos exercícios fisioterápicos, existem outras medidas para controlar o problema. “É importante regular o seu intestino para evitar a prisão de ventre; faça uma alimentação baseada em fibras; pare de fumar para reduzir a tosse e a irritação da bexiga; evite o álcool e o café, que podem superestimular a bexiga; perca peso, se for necessário e, por fim, mantenha o açúcar do sangue sob controle, caso você tenha diabetes”, aconselha Erica.

Procure ajuda médica

Converse com seu médico assim que notar a perda involuntária da urina. Os ginecologistas e os urologistas são os especialistas que podem avaliar as causas e recomendar as abordagens de tratamento adequadas.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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