Brasil sedia Mundial de Handebol em Cadeira de Rodas

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Os fãs do esporte já presenciaram os frutos oriundos das parcerias Brasil-Handebol e Brasil-Paradesporto. Resultados expressivos, medalhas, prêmios e recordes. Agora é hora de um novo capítulo! Oito anos após a criação do Handebol em Cadeira de Rodas nos prédios da Unipar (PR), será disputado o primeiro Campeonato Mundial da modalidade. A competição terá início no dia 21 de setembro, em Itajaí (SC), e vai contar com a presença de sete países: Austrália, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Uruguai e Venezuela.

A organização ficou a cargo da Associação Brasileira de Handebol em Cadeira de Rodas (Abrhacar) e do Comitê Organizador. Para o presidente da entidade, Decio Calegari, a expectativa é de um grande desempenho da Seleção Brasileira e de unificar as regras de um esporte novo, visando sua difusão e futura entrada no programa Paralímpico.

“Somos os pioneiros no esporte e entregamos a proposta a outros países. Já realizamos cinco campeonatos brasileiros, dois encontros sul-americanos e dois campeonatos sul-americanos. Estávamos trabalhando na ideia do Mundial há dois anos, mas não ocorria pela falta de participantes. Agora conseguimos juntar um bom número e ter a competição. Acredito que o Brasil fará um grande papel e vai brigar pelo título”, diz Calegari.

O esporte é dividido em duas modalidades, HCR7 e HCR4. Ambas estarão presentes no evento e jogos em todas as categorias serão disputados. Um dos objetivos da competição será determinar quais continuarão em atividade.

“Em ambos esperamos fazer um grande campeonato. Treinamos em Francisco Beltrão visando este torneio e acredito em grandes chances de título. Desde a implementação do esporte foram fechados acordos de apoio via Lei de Incentivo, o que ajuda tanto na divulgação da modalidade quanto no trabalho da empresa. Vejo também uma tendência a esse tipo de apoio”, explicou Ellen Rodrigues, integrande da comissão técnica da delegação brasileira.

A técnica da Seleção HCR4 Mista Mariane Borges acredita no fator ‘Legado’ da competição. Segundo ela, a realização do Mundial poderá atrair a atenção para a modalidade e estimular sua prática. “Iniciamos os trabalhos em 2005 e hoje já temos 25 equipes em atividade. Esperamos que novos atletas venham para o Handebol e continuem praticando”, conta a treinadora.

Para o jogador Jaime Reis, é muito grande a expectativa para o Mundial, e ele acredita na força do conjunto brasileiro. “Como um dos primeiros atletas a começar a jogar, me sinto muito honrado em representar o Brasil neste evento. O coração está na boca e faltam palavras para descrever este momento. Junto com meus companheiros somos uma família e espero que isso se reflita em quadra”, diz Reis.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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