Os erros das mães de primeira viagem

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Desde a gestação é notável a angústia das mães que temem falhar nos cuidados com os seus bebês e, principalmente, quando já estão vivendo as maravilhas e as agruras da maternidade. E vários questionamentos ocorrem: O que é errar? O que é acertar? Será que é possível saber sobre acertos e erros quando se está envolvido nessa relação tão intensa?

Pois bem, ultimamente, as mães andam tentando seguir um protocolo de cuidados com seus filhos, deixando de lado a sua espontaneidade, fato que deveria brotar naturalmente. Segundo a psicóloga Cynthia Boscovich, perdeu-se a simplicidade, a confiança na intuição materna, e quem ganhou com isso foram as babás eletrônicas e a tecnologia, que passou a dominar esse contexto. “Será que as mães deixaram de ser mães? Será que elas mudaram tanto ao ponto de hoje serem tão diferentes das mães de antigamente?”, questiona a especialista.

De acordo com Cynthia, o que mais acontece, na verdade, é que as mães continuam com as mesmas preocupações com os seus bebês, e conseguem – quando estão envolvidas com os cuidados – atender com serenidade suficientemente bem o que eles necessitam, entretanto, o que diferencia as mamães atuais é o fato de terem que trabalhar fora e, em alguns casos, sustentam a casa e não conseguem perceber que acumulam tarefas sem delegar funções, ou quando conseguem delegar, as realizam carregadas de culpa.

“Um dos maiores erros das mães de primeira viagem é o ato de estarem tão preocupadas em acertar que acabam, sem perceber, perdendo a sua originalidade e deixam de lado a condição natural que tem de estar em sintonia com o bebê, sem precisar fazer uso de palavras, apenas sentindo o contato com ele pela respiração, pelo olhar, pelo toque, pelo cheiro, o que contribui para que ambos se fundam em uma só unidade, fundamental para o desenvolvimento psíquico saudável da criança”, diz.

Vale ressaltar que não há mãe boa que não falhe, e é evidente que estamos nos referindo às que erram por que querem acertar, e se podem reparar os seus erros, é por que tem condições emocionais para promover um bom desenvolvimento aos seus filhos, desde que essa falha não seja repetida com frequência.

Qual mãe não deseja ser perfeita? E qual não se sente culpada por ter errado? Porém, o mais importante é a vontade de acertar, de estar junto, de priorizar o convívio, sem precisar terceirizar os cuidados do recém-nascido.

“A maternidade implica em tantas coisas, boas e ruins, que se forem bem aproveitadas podem resultar em um grande crescimento não só para os filhos, mas, principalmente, para as mães e quem estiver envolvido nessa jornada”, finaliza Cynthia.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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