Escoliose: problema atinge principalmente as mulheres

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Dores nas costas sempre causam muito incomodo na vida de qualquer pessoa e são originárias de diferentes motivos, como a má postura no trabalho e o sobrepeso corporal. Porém, em alguns indivíduos esses incômodos podem ser provenientes da escoliose, um problema que afeta, em sua maioria, o público feminino.

Sabemos que a coluna vertebral, também denominada de espinha dorsal, estende-se do crânio até a pelve. Sua finalidade é dar sustentação para outras partes do esqueleto e, mediante disto, ela possui algumas curvaturas que são consideradas normais. No caso de pessoas que sofrem de escoliose, a coluna vertebral apresenta um encurvamento anormal no meio ou nos lados.

“Devido a essa deformidade na coluna, os ombros ou quadris apresentam um desnível ou inclinação para o lado esquerdo ou direito. Diante disso, normalmente um dos ombros fica mais alto do que o outro”, descreve o médico neurocirurgião, Dr. Paulo Porto de Melo (CRM 94.048).

Esse desalinhamento da coluna está presente em até 3% da população, podendo ser classificado como curva simples, quando está para a direita ou esquerda (escoliose em ‘C’) ou curva dupla (escoliose em ‘S’). “Esse desvio é progressivo. Desta forma, a curvatura da escoliose varia, principalmente, em relação à idade. Sendo que o mesmo ocorre com maior velocidade no período da adolescência”, explica.

De acordo com o especialista, a escoliose é classificada em quatro tipos:

Escoliose congênita: Decorrente de um problema com a formação dos ossos da coluna vertebral no nascimento. Esse problema ocorre durante o desenvolvimento do feto no útero da mãe.

Escoliose neuromuscular: É causada por uma anormalidade dos músculos ou nervos, ocasionando fraqueza e descontrole dos músculos em crianças que tem o sistema neurológico em desordem ou decorrente de paralisia cerebral, distrofia muscular, espinha bífida e pólio.

Escoliose sindrômica: Seu acometimento é associado a outras doenças como síndrome de Marfan e síndrome de Rett.

Escoliose idiopática: É o tipo mais comum que acomete as pessoas, principalmente, em adolescente do sexo feminino. Sua causa é desconhecida. Ela normalmente é dividida em quatro grupos:

1)  Do nascimento aos 3 anos de idade – escoliose infantil;

2)  De 3 a 9 anos de idade – escoliose juvenil;

3)  De 10 a 18 anos – escoliose do adolescente;

4)  Após 18 anos – escoliose do adulto.

A avaliação médica precoce é essencial para que o tratamento seja eficaz.  “Normalmente, pessoas com histórico familiar de escoliose têm mais chances de desenvolver a deformidade da coluna. Por este motivo, somente com intervenção precoce é possível evitar a progressão do problema. Para isso, o uso de colete ortopédico é o primeiro tratamento indicado. Mas, se a curvatura ainda estiver em um estágio muito avançado, a indicação é o procedimento cirúrgico”, finaliza o Dr. Melo.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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Uma resposta para Escoliose: problema atinge principalmente as mulheres

  1. Lamentavelmente, parece que o Dr. Melo está um tanto desatualizado quanto a qual seria o primeiro tratamento indicado na escoliose quando, ele afirma ser a órtese (colete). Já há muitos anos desde quando foram desenvolvidos, os Exercícios Fisioterapêuticos Específicos para Escoliose são sim o primeiro tratamento a ser utilizado desde que a escoliose já não se encontre em parâmetros indicativos de cirurgia.
    Nos congressos do SOSORT (Sociedade Internacional de tratamento conservador da escoliose) vem sendo apresentados a muitos anos resultados sobre a eficácia dos exercícios específicos, chegando ao ponto que neste ano muitos membros do SRS (Scoliosis Research Society) organização internacional dedicada à educação, pesquisa e tratamento das deformidades da coluna (diga-se: exclusivamente médicos), estarem presentes no congresso 2014 na Alemanha recebendo com entusiasmo os resultados obtidos.
    Tanto é assim que foi publicado no último dia 19 de Maio de 2014 no site do SRS http://www.srs.org/news/index.php?id=521 um artigo escrito pelo Dr. M. Timothy Hresko, médico chefe do comité não cirúrgico do SRS onde expõe de forma positiva a atuação das “escolas” de tratamento não cirúrgico da escoliose da Europa, que já tem longa experiência neste tipo de tratamento.
    No Brasil já se atua com resultados altamente positivos a vários anos através do Projeto Escoliose Brasil no Rio de Janeiro, utilizando o conceito de Exercícios Fisioterapêuticos Específicos para Escoliose através da Especialista Dr. Patricia Italo Mentges, fisioterapeuta especializada e certificada na abordagem SEAS pelo ISICO (Istituto Italiano Colonna Vertebrale) de Milão, Itália.
    Da mesma forma, durante todos estes anos, pelo menos nos últimos 20 anos, a cirurgia tem sido adjudicada como a solução para tratamento da escoliose, coisa que atualmente está sendo demonstrada ser cara e trazendo consigo muitos problemas colaterais.
    Vale destacar que já a mais de 20 anos que os coletes evoluíram tecnologicamente e conceitualmente porém, no Brasil não contamos com estas mais modernas concepções de órteses que já existem pelo mundo afora.
    Precisamos urgentemente rever a abordagem terapêutica da escoliose, especialmente quando se trata de uma escoliose idiopática do adolescente, tipo que atinge quase a 80 % dos casos e que causa tão grandes transtornos na vida dos adolescentes e suas famílias.

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