Alteração no embrião é a maior causa de aborto espontâneo

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Apesar de traumático para muitas mulheres, o aborto espontâneo é mais comum que muitas pessoas imaginam. Ele atinge cerca de 20% de mulheres que descobrem a gestação. No entanto, existem casos em que nem dá tempo de a gravidez ser confirmada. Portanto, esse número pode ser ainda mais elevado, afinal, o aborto espontâneo pode ocorrer até a vigésima semana, com maior incidência nas 12 primeiras.

Com certeza, ter consciência sobre o ocorrido pode gerar uma série de dúvidas em relação à gestação. “É importante explicar que até três abortos espontâneos seguidos pode ser considerado normal e não significa, necessariamente, que existe algum problema de saúde com a mãe ou o seu parceiro”, comenta o ginecologista Joji Ueno (CRM 48.486).

O médico afirma que aproximadamente 60% das causas de aborto espontâneo estão associadas ao não desenvolvimento normal do feto, devido a uma alteração cromossômica. “E isso não tem como ser prevenido, é considerado apenas uma fatalidade. Alimentação, prática de atividade física e até mesmo manter relação sexual nas primeiras semanas de gestação não são as causas neste tipo de episódio”, informa o especialista.

É importante ressaltar que infecções, vícios como álcool, drogas e cigarro e má formação uterina podem elevar as chances de um aborto natural. “Ainda assim as alterações cromossômicas do embrião, situações em que as células demonstram algum tipo de anormalidade genética, lideram as causas mais comuns de abortos espontâneos”.

De acordo com Ueno, os riscos são os mesmos para gestação natural e técnicas de reprodução assistida. “Cerca de 20% em cada gravidez”, confirma. Por isso, mulheres com idade mais avançada que se submetem à Fertilização in Vitro (FIV), por exemplo, devem ter um tipo de avaliação mais detalhada. Neste caso, o embrião pode receber um tipo de análise genética antes de ser implantado. “Isso evita não apenas um aborto espontâneo, mas uma gestação de risco e a chance deste bebê desenvolver algum problema de saúde”.

Também é importante investigar o mapa dos cromossomos do casal quando o aborto espontâneo torna-se recorrente. Ao ser identificado um tipo de alteração cromossômica que não depende de tratamento, a fertilização assistida pode ser a solução para o casal que deseja ter filhos. “É necessário identificar o problema para definir se haverá uma doação de ovócitos (células germinativas femininas) ou de espermatozoides, dependendo do lado que procede a alteração”, finaliza o médico.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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