Cigarro e dores nas costas: Qual a relação?

cigarro-20130420174100

Você sabia que o cigarro é responsável pelo aparecimento de dores nas costas? Normalmente citado como o causador de diversas doenças respiratórias, do coração e por provocar câncer, ele aumenta o risco de dor lombar, doença do disco intervertebral e complicações pós-operatórias depois de cirurgias de coluna.

Segundo o fisioterapeuta Helder Montenegro, isso ocorre porque a fumaça do cigarro reduz a circulação sanguínea nos platôs (amortecedores naturais) do disco invertebral. “Essa diminuição dificulta a chegada de nutrientes na região, fazendo com que os discos ressequem e se desgastem”, diz.

Esse fator contribui para o surgimento de hérnia de disco, um processo em que o disco intervertebral sofre uma ruptura no anel fibroso, sendo que este envolve o núcleo pulposo. “Com a ruptura e posteriormente a saída do núcleo pulposo, as raízes cervicais que são incumbidas pela inervação de membros superiores ficam comprimidas, causando as dores, diminuição da força e atrofia da musculatura”, descreve Montenegro.

Além disso, a nicotina e outras substâncias encontradas no cigarro reduzem o diâmetro dos pequenos vasos, inibindo o aporte de oxigênio que as células recebem através do sangue. “A vasoconstrição (processo de contração dos vasos sanguíneos) dificulta a cicatrização de cirurgias e também interfere na estabilização de fraturas, pois reduz a produção de colágeno pelo corpo”, alerta o fisioterapeuta.

O especialista explica ainda que como o desgaste da coluna é um fator progressivo, quanto mais cedo a pessoa começar a fumar, maiores são as chances de desenvolver problemas na coluna. “Naturalmente o corpo sofre um desgaste natural de suas articulações a partir dos 35 anos, porém, o tabagismo acelera esse processo. Além disso, a obesidade, a má alimentação e a ausência da prática de atividades físicas podem agravar o problema”, informa.

É importante ressaltar que dores persistentes na coluna ou na perna por mais de três meses devem ser avaliados pelo médico. “A princípio o tratamento é clinico, realizado com medicação analgésica, anti-inflamatório e fisioterapia. No entanto, em situações mais graves, são indicados procedimentos cirúrgicos”, finaliza Montenegro.

Anúncios

Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
Esse post foi publicado em Saúde e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s