Tomar relaxante muscular para amenizar dor na coluna prejudica diagnóstico

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Quem nunca sentiu uma dorzinha nas costas? A dor na região é uma queixa frequente entre homens e mulheres de diferentes faixas etárias. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que 80% da população mundial já sentiu ou vai sentir alguma dor na coluna.

Para aliviar a incidência dos sintomas, muitos recorrem ao uso de relaxantes musculares ou analgésicos. Mas, será que a estratégia é correta? O médico neurocirurgião Paulo Porto de Melo (CRM 94.048) diz que a prática não é aconselhável, pois pode trazer um dano ainda maior à coluna.

A razão é que, como o medicamento atua diminuindo as dores, a pessoa deixa de recorrer ao médico para identificar, de fato, quais são os motivos da incidência. “Como o próprio nome indica, os relaxantes musculares agem relaxando a tensão muscular. Já os analgésicos agem aliviando a dor. Ambos os medicamentos atuam no controle do incômodo, no entanto, não possuem uma intervenção mais abrangente para tratá-lo”, alerta Melo.

Como os medicamentos analgésicos e relaxantes musculares atuam inibindo a ação dos receptores da dor, situados no sistema nervoso central, eles impedem que o corpo envie o estímulo que serve de alerta para que o indivíduo deixe de realizar algo que está prejudicando a coluna. “O analgésico central, por exemplo, atua diretamente no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal), alterando a percepção de dor para todo o corpo. Com isso, dificulta o ponto específico em que a dor se incide”, explica o médico.

Remédios nas doses erradas podem ter efeitos colaterais

Além disso, a automedicação em doses inadequadas pode trazer outros danos à saúde. “Mesmo os analgésicos chamados simples, como o paracetamol e a dipirona, nas doses erradas, podem ter efeitos colaterais pequenos e agravar no surgimento de dores no estômago em longo prazo. O uso excessivo e prolongado pode causar sangramento e lesão renal”.

Paulo informa que em casos de aparecimento de dor nas costas, o mais indicado é buscar ajuda de um especialista para que este indique as causas do problema e qual é o melhor tratamento. “Dores que tem duração de mais de três meses não devem ser ignoradas, já que podem indicar uma doença reumática inflamatória, pois quando mais tardio o tratamento, maiores são os danos causadas à coluna. O uso de medicamentos só deve ser feito sob recomendação de um médio, dentro de uma programação regular”, finaliza Melo.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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