Vida de Jornalista: O vazio de uma nova era

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João Albert, jornalista, percebe que tudo está mudando ao seu redor. Mas, será mesmo que as coisas estão diferentes ou a mudança está nele próprio?

Tempos de nostalgia! O sujeito se pega a pensar:

– Era tão bom quando eu era criança…

– Só pensava em brincar. Queria ser o Jaspion, algum dos Changeman ou Flashman. Talvez o Jiraya, o Batman ou, somente, um mero desenhista, pois talento para a coisa eu tinha de sobra.

“Velhos tempos, época boa”, reflete Albert.

A adolescência foi normal, jogando bola na rua, conhecendo pessoas, seja na escola ou em qualquer outro ambiente, seu ciclo de amizades (e também de inimizades) ia se formando.

Eis que João virou adulto e tudo passou a ser chato, monótono, rotineiro. Será a tal crise dos 30? Aos 32 anos de idade o rapaz percebe que não sente mais emoções, não faz as coisas que gostaria de realizar. Suas atividades são sempre as mesmas, o que gera um cansaço físico e mental.

O indivíduo estudou bastante para alcançar o direito de ser chamado de jornalista. Fez faculdade, duas pós-graduações, vários cursos extracurriculares, aulas de inglês, e onde ele está agora? Preso em seus pensamentos, em sua rotina, no seu círculo vicioso, um mundinho simplesmente sem graça.

– Gostaria de começar do zero.

– Bobagem, já estou velho e não tenho tempo nem condições de imaginar algo do tipo.

– Mas, e se eu fizesse isso? Que profissão eu escolheria? Em que cidade iria morar?

– Afinal, eu tenho o direito de ser feliz?

– E o que é a tal felicidade?

Perguntas que não saem da cabeça de Albert e, talvez, não existam respostas, ou elas são duras demais para ele aceitar.

Sua consciência, sempre crítica, revela o que o personagem não gostaria de saber:

– Realmente, a idade chegou. Você está velho João.

– Acorda pra vida, pare de choramingar pelos cantos e encare a triste realidade: seu tempo no mundo está se esgotando.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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