Síndrome de Down é diagnosticada precocemente nos tratamentos de infertilidade

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Além de ser uma possibilidade viável para casais que desejam ter filhos e, muitas vezes, não conseguem realizar isso de forma natural, a fertilização in vitro (FIV) possibilita que os embriões sejam examinados antes de serem implantados no útero da paciente. Com isso, é possível diagnosticar alguma alteração genética ou cromossômica, e tal investigação ocorre por meio de um exame chamado Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (DPI).

“Casais com chances de gerar filhos com Síndrome de Down, por exemplo, podem realizar este exame, evitando que o embrião seja transferido para o útero”, explica o ginecologista Joji Ueno (CRM 48.486).

O especialista diz que é importante destacar que a maternidade tardia eleva o diagnóstico de Síndrome de Down. “Isso já é comprovado e mostra que, a partir dos 35 anos, os riscos vão aumentando de maneira progressiva”, reforça. Vale ressaltar que a doença é uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais, o par 21.

No DPI, todo procedimento acontece em laboratório, no terceiro dia pós-fertilização, retirando uma célula do embrião para análise. Em poucas horas o resultado indica o diagnóstico.  Dentro de princípios éticos, com o resultado, os embriões que apresentam algum tipo de problema não são transferidos. Segundo Ueno, este tipo de procedimento também beneficia mulheres com idade acima dos 40 anos, pois a faixa etária elevada aumenta as chances de ser gerado um bebê com problemas genéticos.

Outra vantagem é que, por meio desse procedimento, é possível aumentar a probabilidade de resultados satisfatórios na FIV, afinal em muitos casos, embriões com algum tipo de anomalia tendem a ser eliminados de forma natural pelo próprio organismo. Por isso, o DPI consegue ajudar mulheres que sofrem abortos repetitivos, além de beneficiar casais com algum histórico familiar de doenças hereditárias transmissíveis.

É fundamental afirmar que tal procedimento não interfere no futuro bebê. No entanto, a técnica enfrenta alguns princípios religiosos que precisam ser levados em consideração, como a aceitação de uma seleção natural e o não descarte dos embriões que apresentam problemas.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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