Trauma vascular é a segunda causa de morte no mundo

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Doença negligenciada pela sociedade, o trauma vascular é um dos maiores problemas de saúde pública mundial. No Brasil, assume proporções epidêmicas, causando morte e incapacidade temporária ou definitiva de milhares de pessoas anualmente. A violência e os acidentes de trânsito e trabalho são os principais responsáveis pela imensa maioria dessas lesões.

O trauma vascular pode afetar o sistema arterial, venoso ou linfático e os mais comuns são nas extremidades, de 80 a 90% dos casos. Ele acontece quando os vasos sanguíneos que nutrem importantes áreas do organismo são destruídos, interrompendo subitamente o suprimento de oxigênio para os tecidos, carregado pelo sangue, levando à morte dos mesmos. Mas, essa falta de circulação do sangue nos órgãos ou membros, embora tenha um tempo variável de resistência, deve ser tratada o mais rápido possível para que tenha melhores resultados terapêuticos.

“Essas lesões já são a segunda causa de morte no mundo e a primeira entre a faixa etária até os 40 anos, refletindo, inclusive, na situação socioeconômica do país. Isso só mostra o quanto é importante reconhecer o trauma como uma epidemia não resolvida e que precisa ser assim encarada pelos governos, pela população e profissionais de saúde”, diz o angiologista Ary Elwing (CRM-22.946).

Os traumas vasculares mais comuns são normalmente causados por acidente de carro ou moto, arma de fogo e arma branca, como faca e vidro.  E o agente do trauma, a localização do ferimento vascular e as manifestações provocadas por lesões associadas neurológicas, de ossos e articulações e de tecidos moles (músculo, subcutâneo e pele) que determinam o quadro clínico do paciente. A maioria das lesões pode ser suspeitada pelo exame físico correto, incluindo inspeção e palpação do membro e dos pulsos, e ausculta de áreas vasculares.

“O diagnóstico é facilmente realizado pela presença de hemorragia através da área lesada, hematoma que aumenta de volume e pela diminuição da temperatura e palidez do membro afetado. Se confirmado o trauma, após as medidas de suporte e manutenção, a medida é a transferência do paciente para uma unidade hospitalar onde tenha cirurgião vascular de plantão, para que se realize a correção da lesão no tempo adequado”, explica Elwing.

É fundamental que a vítima receba a tempo o tratamento ideal para que haja uma reabilitação precoce. Quando as lesões não são corrigidas de forma eficaz podem acarretar em sérias complicações, desde limitações funcionais até a perda do membro. Em alguns casos, porém, a amputação primária é a melhor opção de tratamento, evitando, muitas vezes, a morte do paciente.

Caso de saúde pública

Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente R$ 9 bilhões são destinados anualmente ao atendimento de casos de trauma, o que representa quase um terço de tudo que é investido em saúde pública no país, sendo que cada vítima grave de trauma custa cerca de R$ 100 mil aos cofres públicos. Os custos incluem cirurgia, unidade de terapia intensiva, reabilitação e prestação de serviços médicos em longo prazo.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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