Codependência: saiba o que é, características e tratamento

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A maioria das pessoas que estabelecem uma relação de dependência não percebe a mudança do seu comportamento, elas passam a fugir de suas responsabilidades, não desenvolvem suas qualidades e habilidades para encarar as consequências de uma vida adulta. Os relacionamentos codependentes podem acontecer na família, no ambiente de trabalho, entre amigos e marido ou mulher.

Segundo a terapeuta e coach Dra. Erica Aidar, a codependência está associada à forma como o indivíduo depende da outra pessoa. “Trata-se da esposa que tolera todas as consequências do marido em relação ao alcoolismo, agressividade, crises de ciúmes, suportando todos esses abusos porque ela tem medo da separação e acaba se submetendo a chantagens emocionais do parceiro”, afirma Erica.

Ainda tem os casos em que o filho mantém uma relação de codependência com o pai. “O pai assume todas as consequências do seu filho por se preocupar excessivamente com o seu bem-estar, o que acaba gerando uma relação de dependência entre ambos. O filho não cresce e muito menos amadurece”, diz a terapeuta.

A maioria das pessoas que mantém uma relação de codependência tem baixa autoestima e toleram os problemas dos outros, pois temem perder o amor e a atenção do indivíduo. “Eles apresentam dificuldade em manter uma relação saudável e sempre estão prontos para atender qualquer solicitação do indivíduo, tolerando todos os tipos de abusos. Essas pessoas não enxergam que mantém um relacionamento egoísta que pode afetar tanto a saúde física quanto emocional, apresentando quadros depressivos e ansiosos”, ressalta a especialista.

Conforme o tempo vai passando a pessoa pode deixar a sua vida de lado. “É um processo longo que pode levá-la a autodestruição e o abandono de si mesma. Quando a pessoa chega nesse nível pode ser necessário ajuda de um profissional”, aconselha.

O tratamento da codependência ajuda o indivíduo a buscar a sua autoestima e se libertar dessa relação. “Com o acompanhamento de um terapeuta é possível trabalhar um novo comportamento para ajudar a controlar a obsessão. Aos poucos o indivíduo vai percebendo que não há necessidade de viver na sombra do outro e que sim, ele pode manter um relacionamento saudável sem excesso de proteção”, explica Erica.

Além disso, é importante tratar a depressão e a ansiedade, que também fazem parte da relação de copendência. “Pode ser necessário a consulta com especialistas para tratar esses distúrbios e o uso de uma medicação antidepressiva”.

A terapia só irá evoluir e melhorar o quadro do sujeito se ele aceitar que possui um problema e que necessita de tratamento com um profissional.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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