Hipertensão intracraniana: Saiba o que é, quais são as causas, sintomas e tratamentos

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O aumento da pressão dentro do crânio é denominado hipertensão intracraniana (HIC). A pressão normal encontrada no interior da caixa craniana tem uma variação fisiológica entre 5 a 15 mmHg, o que reflete na relação entre o conteúdo (cérebro, líquido lorraquidiano e sangue) e o volume do crânio. Entretanto, de acordo com o médico neurocirurgião Paulo Porto de Melo (CRM 94.048), a alteração do volume de um dos conteúdos presente no interior da caixa pode causar a HIC.

Dessa forma, lesões expansivas como hematomas, tumores e até mesmo abscessos, podem acarretar em um aumento do volume de um hemisfério cerebral. “O crescimento anormal de um tecido, ou seja, um tumor pode contribuir para o aumento do volume cerebral. Entretanto, a resposta inflamatória a um agente infeccioso (granulomas ou abcessos), bem como o acúmulo de líquidos  que resulta no edema cerebral, são outros fatores que causam a HIC”, descreve Melo.

Sintomas da hipertensão intracraniana

Os sintomas desse problema incluem:

  • Cefaleia: Que tende a ser holocraniana, ou seja, envolve todo o crânio. “Ela ocorre por causa da pressão e, consequentemente, distensão dos vasos e nervos cranianos. Normalmente, sua incidência é mais comum no período matutino ou noturno”, esclarece o neurocirurgião.
  • Náuseas e vômitos: De acordo com o especialista, esses sintomas são provenientes da pressão e irritação do assoalho do quarto ventrículo, podendo até mesmo ser acompanhado de tonturas.
  • Alterações na visão: “Essa pressão faz com que ocorra uma congestão dos vasos da retina, dificultando o retorno venoso pela veia oftálmica, causando um edema de papila”, informa.

Contudo, a HIC pode determinar sintomas provenientes das herniações do tecido cerebral e do deslocamento cefalocaudal do tronco cerebral. “Isso pode causar uma compressão de uma ou ambas artérias cerebrais, causando um infarto hemorrágico do território.  Esse fator é caracterizado pela hérnia de cíngulo. Quando a lesão é provocada por uma hérnia de uncus, provoca uma dilatação da pupila homolateral, causando uma paralisia na musculatura extrínsica do globo ocular”, esclarece o médico.

Como tratar?

O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. “Tentamos primeiramente o tratamento clínico, que consiste em utilizar medicações que reduzam a produção de líquor e, com isso, a pressão intracraniana. Assim, medicamentos como a acetazolamida ou corticoesteróides podem ser utilizados”, explica Melo.

Pacientes que não melhorarem com o tratamento, no entanto, podem ser submetidos a uma pequena cirurgia, a derivação lombo-peritoneal. Nesta intervenção, um catéter é introduzido através de um pequeno corte na região lombar e drena continuamente o liquor para a cavidade abdominal, aonde se localiza sua outra extremidade.

Como se vê, é uma doença benigna, facilmente tratável pelo neurocirurgião mas que, se não cuidada, pode levar a dor incapacitante. Se você se vê acometido por uma dor de cabeça nas condições descritas acima e tem exames de imagem normal, procure um neurocirurgião para uma consulta que poderá estabelecer ou afastar este diagnóstico.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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