Saiba qual é a relação do tabagismo com as doenças psiquiátricas

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O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte em todo o mundo. Estima-se que cerca de 1 bilhão de adultos sejam fumantes, sendo que 200 milhões são mulheres.

Os prejuízos para a saúde são inúmeros. Quem fuma tem predisposição a ter em algum momento da vida diversas doenças, como câncer (gengiva, traqueia, língua, pulmão, útero, próstata e pele), respiratórias (pulmão, bronquite crônica e enfisemas) e cardiovasculares (derrame cerebral, infarto agudo e tromboses venosas)

A fumaça do cigarro ainda contém toxinas que produzem irritação nos olhos, nariz e garganta, ocasionando alergia respiratória em fumantes e não-fumantes. O cigarro também pode prejudicar a estética, causando um envelhecimento precoce da pele, aumento da celulite e mudança da voz.

O lado B

A maioria dos fumantes tem consciência dos malefícios do cigarro. Entretanto, o que muitos não sabem é que o tabagismo está associado a doenças psiquiátricas. “Existem estudos que relatam que a nicotina presente no cigarro tem o poder de alterar o funcionamento cerebral, especialmente dos jovens, e contribuir para o aparecimento de transtornos psiquiátricos na vida adulta como a depressão e a ansiedade”, afirma a Terapeuta e Coach Erica Aidar.

Segundo a especialista, quanto mais cedo a pessoa começar a fumar ela terá maiores chances de se tornar uma pessoa depressiva e ansiosa no futuro. “Na adolescência, a nicotina passa ser um estimulante para o sistema nervoso central, pois os neurônios ainda estão se formando. A exposição a esse tipo de substância pode deixar consequências graves”, explica.

Muitos pacientes com transtornos psiquiátricos buscam no álcool e no cigarro uma forma de aliviar os sentimentos. Nesses casos, o tratamento com um terapeuta é indispensável para a recuperação total do paciente.

“O tratamento ao tabagista é muito mais do que uma conversa ou um acompanhamento médico. Não basta informar o paciente sobre os malefícios desse vício, é preciso trabalhar a dependência e desvendar os distúrbios psiquiátricos que estão escondidos”, esclarece Erica.

É papel do terapeuta tratar os sintomas de ansiedade, depressão, abstinência, entre outros distúrbios que o paciente com alto nível de dependência esteja sofrendo.  “É fundamental investigar todas as causas que levaram o indivíduo a dependência do tabagismo e tratar cada uma delas. Dessa forma, o paciente tem mais chances de conseguir dar a volta por cima e superar o vício”, conclui.

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Sobre Guilherme Derrico

Jornalista, músico e viciado em esportes. Sejam todos bem-vindos ao mundo de Derrico. Um abraço!
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